domingo, 26 de fevereiro de 2012

Uma Explicação Longa

Quando a explicação é muito longa é porque o pecado é grande. O que não é pecado não necessita de explicação. Entende-se sem palavras. Aceita-se sem argumentos pelo simples fato de ser o correto. Pelo menos um correto geralmente aceito. O correto social, ditado de fora para dentro.
A maior questão, porém, está em perceber o pecado, quando o pecado para o outro é o correto para mim. Nesse caso peco sem explicar pois trata-se do correto. O meu correto me basta. Mas como eu quero viver com outros, preciso sempre explicar. É triste ver o correto se transformando em pecado pela necessidade de ser explicado.
Desconfio sempre quando se explica muito - são porquês falsos que justificam erros. E erros, todos cometemos.
A minha vida é um suceder de erros: escolhas, atitudes, sentimentos. Como Drummond, exerço a minha vocação de "gauche" na vida.
Deus, que vocação!
Essa coisa de que faz parte de ser humano é pura verdade. Não conheço aquele que não erra. Mas conheço muitos que no minuto seguinte do erro já começam a se explicar. A pergunta que mexe comigo é: para quê tanta explicação? A nossa necessidade de ser amado nos enlouquece. Assim é o mundo em que vivemos: todos querem ser amados e todos julgam. Quem ama não julga, antes, compreende. Mas o erro magoa, dilascera e maltrata mais o sujeito agente do que o paciente. Nossa natureza nos condena a esse eterno jogo do errar e perdoar. Infelizmente eu erro mais do que acerto. Isso me maltrata.
É que errar é pecado e acertar é divino. Só Deus acerta sempre. Olhando para trás sempre concluo no hoje que no ontem Deus fez tudo certo na minha vida - mas eu, humana que sou, erro tudo. Já estou cansada de me explicar. Então vou tomar coragem e parar de errar, deixar só Deus acertando o resto da minha vida!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Um Presente para Malu

Hoje eu quero cantar, rimar e versar,
fazer salada de sentimentos bons,
brincar de misturar as palavras.

Hoje eu quero a rima mais bela,
quero tudo de lindo que há
para poder, então, presentear.

Hoje eu quero com carinho embrulhar
em verdes fitas de tafetá
o meu amor e te dar!